Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mateus 28:19)

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas;.... e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. (Marcos 16:17)

CARTA APOSTOLICA DO MÊS DE OUTUBRO

Querido Amigo,
Existem coisas na vida que só vêm com o tempo e a experiência – coisas que não somos capazes ou que não estamos dispostos a aprender até que estejamos prontos para ouvir. Os momentos que Deus me permitiu ver a mim mesmo através de Seus olhos sempre foram os mais difíceis, pois foram momentos de mudança. No entanto, com o passar dos anos, vi os meus objetivos mudarem e descobri o quão forte o amor de Deus realmente é. Também cheguei a perceber que o medo e o tormento são forças tão destrutivas que podem ser classificadas como a mão direita e esquerda do diabo.
Geralmente, as pessoas não sabem como andar livres de medo e tormento porque foram condicionadas a eles. Elas são como um elefante bebê amarrado a um poste quando nasce em cativeiro. Enquanto pequeno, ele tenta se livrar da corda, mas não consegue. Finalmente, ele desiste. Quando aquele elefante cresce e desenvolve suas toneladas de músculo, ele ainda é incapaz de quebrar a corda; não que não tenha a força necessária para rompê-la: o problema é a fortaleza que está em sua mente. Ele não entende que PODE FICAR LIVRE! Tudo o que ele conhece é o cativeiro, e a corda que o prendia quando bebê ainda o prende em sua mente.
É assim que muitos de nós somos quando se trata das bênçãos de Deus. Temos fortalezas construídas em nossa mente que, de alguma forma, limitam o quanto somos abençoados.
O primeiro nível de engano é quando Satanás nos convence de que nosso problema é natural, baseado em um emprego, na economia ou no que nos cerca; e não algo espiritual. Ao fazer isso, o diabo consegue nos convencer de que a Palavra funciona, mas apenas se as condições estiverem certas. Assim, em vez de olharmos para o problema como se fosse espiritual, vemos um problema natural. Deixamos de ver que é preciso derrubar as fortalezas em nossa mente, para substituílas por fortalezas divinas, fundadas na Palavra de Deus.
Nosso inimigo, Satanás, é um mestre no engano; não somos os únicos crentes no Corpo de Cristo a sermos afetados desta maneira. O fato é que parece muito improvável crer que a verdadeira prisão está na maneira em que pensamos. Livrarnos dos problemas apenas por mudar nosso modo de pensar parece muito absurdo, muito simples.
Até posso ouvir o diabo dizendo, “Você só pode ser burro para acreditar que seu problema é simples assim! Olhe ao seu redor; as coisas estão ruins!”
Não seja enganado pelo diabo. Jesus disse em Marcos 9:23: Tudo é possível ao que crê. Se você mudar o modo como pensa, pode mudar o modo como crê. Se você me permitir, posso ajudar-lhe a aprender como derrubar as fortalezas nesta área do pensamento, substituindo-as com a maneira com a qual Deus crê.
Primeiramente, não podemos ser tolos, pensando que estas fortalezas não existem. Segunda Coríntios 10:3-5 diz: Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das
fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;
No versículo 4, está escrito que essas fortalezas (prisões) são tão poderosas que são necessárias ARMAS DE DEUS para derrubá-las. Antes eu me perguntava que tipo de prisão podia ser tão forte para que apenas uma arma de Deus pudesse derrubá-la. Mas, não tive que ir muito longe para encontrar minha resposta. O versículo 5 diz: Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus... Em sua definição mais básica, uma fortaleza é o modo como uma pessoa pensa; é um ensino, uma circunstância, uma maneira de viver tão forte que se torna parte dela e vice-versa.
É fácil entender as fortalezas quando se trata das obras de Satanás, mas o oposto também acontece no que diz respeito às bênçãos de Deus. Jesus disse em João 15:7: Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Trata-se do mesmo princípio, no entanto, desta vez, a fortaleza é de fé! Contudo, para destruirmos os conselhos (fortalezas), precisamos perceber que um conselho consiste em muito mais do que apenas a maneira com que pensamos. Ele é, na realidade, um sistema de pensamentos que formou raiz em nossa alma e usa seu poder para nos impedir de superar as emoções.
Ouvir falar de um ministro que já foi para a casa do Senhor. Ele era um homem sincero que amava a Deus e as pessoas. Ele tinha um bom ministério, mas notei pelos seus comentários que ele tinha um problema em dar.  Fiquei sabendo que ele sofreu bastante durante a Crise de 1929, tanto que esta experiência deixou uma fortaleza em sua vida. Sempre que o assunto de dar aparecia, suas emoções, que nasceram durante aqueles anos terríveis de falta, se levantavam e o dominavam com uma força tão grande que sua atitude negativa se manifestava visivelmente. Aliás, parecia que ele estava diante de uma parede invisível ao entrar em pânico só de pensar em dar o dinheiro que havia se tornado sua segurança.
Seu raciocínio com respeito a dar funcionava da seguinte forma, “As pessoas dão para o meu ministério a fim de continuar a obra do Reino de Deus, então, por que eu deveria dar para outro ministério o dinheiro que Deus me deu?”
Embora na época eu não soubesse o tanto que sei hoje, sabia que quando se trata de destruir conselhos, não é apenas o raciocínio que precisa mudar, mas também as emoções da alma.
Hoje em dia, a psicologia tem um nome para quase todas as condições espirituais das quais as pessoas sofrem, principalmente para as que não conhecem Jesus e, em muitos casos, para as que O conhecem também. Quando elas têm problemas profundamente enraizados, a psicologia talvez não tenha a solução, mas os categoriza, como: claustrofobia, “medo de lugares fechados”; hematofobia, “pânico de sangue”; aracnofobia, “medo de aranhas”; etc.
Com respeito aos crentes, Jesus pagou o preço por todos esses medos e tormentos, desde a menor disfunção até a fortaleza mais controladora. Quando uma destas existe na vida de um crente, Paulo deixou claro que ela precisa ser derrubada; todo pensamento deve ser levado cativo à obediência de Cristo.
Se um crente sofre de depressão trazida pelas circunstâncias, ou porque a vida o maltratou de tal forma que o que resta é uma forte sensação de sobrevivência, ou por sofrer falta no passado, ele se apega ao que tem mais valor em sua vida, ou quando um medo ou tormento se torna uma fortaleza, essa fortaleza pode ser vista como um recipiente ou tanque das emoções.
Por exemplo, quando as circunstâncias ao redor daquela pessoa começam a ameaçar a fortaleza, como estar em um culto onde há ofertas, aquelas emoções explodem do recipiente com muita força. Um mecanismo de defesa se levanta entre o crente e dar. Este mecanismo o leva ao ponto de raiva, na medida em que suas emoções o sujeitam à fortaleza e o impedem de dar. Embora um crente que esteja sob este tipo de prisão creia na Palavra e saiba o que Deus diz sobre dar, ele ainda é incapaz de controlar suas emoções. Talvez ele realmente queira dar, mas não consegue fazê-lo sem que uma guerra emocional seja travada.
O mesmo acontece com a ganância. Algumas pessoas não conseguem se livrar da ganância. A razão pela qual algo como isto é chamado de fortaleza ou prisão é porque tem o poder de manter a pessoa encarcerada, impedindo-a de receber as bênçãos e paz de Deus!
É difícil dizer quantas pessoas têm este tipo de batalha todos os dias. Foi tirado delas o direito de viver na paz Deus, pois não são capazes de fluir livremente com o Seu Espírito. Toda vez que o Espírito Santo começa a impeli-las a dar um passo na fé, sendo guiadas pela verdade em vez das emoções, Ele se depara com suas fortalezas emocionais. Então, Ele fica impedido de movê-las para frente em seu andar espiritual, pois elas não conseguem obedecê-Lo.
Quando uma pessoa se encontra em uma guerra entre seu próprio espírito (onde a natureza de Deus mora) e sua carne, uma parte quer obedecer a seu espírito e a outra, não. Se ela nunca fizer nada para fortalecer a parte que quer obedecer e nunca mortificar a parte que não quer, ela jamais vencerá. Acredite em mim, Satanás sempre aproveitará toda a oportunidade que tem para que isso aconteça.
Para derrubar este tipo de fortaleza, a pessoa precisa fortalecer a sua parte que quer obedecer e atacar a que não quer.
Como? Ainda bem que Deus nos deu armas poderosas Nele para destruir estas fortalezas!
A arma mais importante que Deus nos deu é a terceira Pessoa da Trindade vivendo dentro de nós. Além disso, o Espírito Santo também nos equipou com outra arma vital – uma linguagem sobrenatural. Esta língua é um dom que nos edifica acima de um âmbito carnal onde nossos sentidos naturais dominam. Quando empregamos este dom, orando em línguas, o Espírito Santo começa o processo de purificação de toda “altivez” que se levanta contra o plano de Deus para nossa vida.
O Espírito Santo começa uma obra de discernir os pensamentos e intenções do nosso coração, expondo e arrancando pela raiz os sistemas de pensamento e fortalezas da alma que nos fazem fracassar. Na medida em que continuamos a orar em línguas para edificação pessoal, Ele derruba qualquer fortaleza da alma que não tenha sido construída pela Palavra de Deus.
Ao mesmo tempo, Ele constrói fortalezas divinas em nós, transferindo revelação da Palavra de Deus para nos amadurecer e nos edificar cada vez mais alto Nele.

A palavra de Deus é uma espada de dois gumes que penetra até a divisão da alma e do espírito (Hebreus 4:12). Ela é o único agente qualificado para distinguir entre a alma e o espírito. E neste processo de purificação, que abrange todos os âmbitos da alma e do espírito, ela é o único padrão que pode ser confiado.
Assim, além de orar em línguas, é essencial que uma pessoa que esteja superando uma fortaleza aprenda como ministrar para sua própria alma com a Palavra de Deus. Ela precisa sujeitar seus sentidos e emoções à Palavra que declara a verdade de Deus sobre a situação, até que tudo tenha mudado e o controle das emoções tenha dado lugar a uma sensação de paz e obediência.
Uma das formas mais poderosas de ministrar para a sua própria alma e se preparar para receber de Deus é adorá-Lo através da Palavra que você armazenou no seu coração. É por isso que Efésios 5:17-20 diz:
Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;
Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;
A razão pela qual Paulo usou esta comparação, E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; foi porque estava tentando mostrar que da mesma forma que o raciocínio e as emoções de uma pessoa podem ser afetados pelo álcool, seu raciocínio e emoções também podem ser afetados por ser cheio do Espírito Santo.
Um alcoólatra bebe para fugir de seus problemas e circunstâncias da vida. Ele acha que está no controle ao manter seus sentimentos atormentados – suas fortalezas – sedados pelo álcool. Contudo, sem o álcool, uma guerra emocional explodirá. Ele é completamente dependente do álcool para controlar suas emoções e conseguir viver.
Paulo nos diz em Efésios 5 que da mesma forma que um alcoólatra se sujeita completamente aos efeitos sedativos do álcool, também podemos nos sujeitar completamente ao poder do Espírito Santo. Precisamos nos tornar cheios do Espírito em nossa mente, vontade, intelecto e emoções, ou seja, em toda nossa alma.
Como eu disse anteriormente, nos sujeitamos ao Espírito Santo e somos cheios Dele quando nos enchemos da Palavra de Deus (Efésios 5:18,19). É assim que recebemos a força para obedecer à Sua liderança. Fazemos isso para que Ele possa se levantar em nosso raciocínio e emoções. Podemos ficar tão cheios da maneira com que Ele pensa que começaremos a crer na verdade de Deus mais do que nos nossos sentimentos fortes, o que libera o Espírito Santo para derrubar toda fortaleza, nos permitindo fluir nas bênçãos de Deus.
Ao saber disto, não importa o quão hostis nossas emoções estejam, ou quão alto nossos sentidos gritem, precisamos escolher não sermos movidos pelo que vemos, ouvimos ou sentimos. Precisamos levar o nosso homem natural à sujeição da Palavra de Deus até sermos cheios do Espírito.
Voltando ao meu primeiro exemplo, se eu tivesse uma fortaleza contra dar como aquele ministro que passou pela Crise de 1929, eu começaria a lutar contra ela, passando pelo menos meia hora por dia levantando os braços e ministrando para a minha própria alma, confessando que estou livre. Eu adoraria a Deus e O louvaria repetidas vezes, dizendo, “Jesus, confesso que estou livre da prisão do medo e sobrevivência! Jesus, confesso que consigo dar”. Independentemente das minhas experiências no passado, eu encontraria versículos que descrevem a vitória sobre o meu problema e os transformaria em cânticos espirituais, ministrando a Deus com eles em meu quarto de oração. “Eu Te adoro e Te louvo, Jesus. Posso dar porque Você já supriu todas as minhas necessidades de acordo com as suas riquezas em gloria”.
Logo Jesus se tornaria exatamente o que estou confessando que Ele é. Lembre-se: você não precisa viver uma vida de medo e tormento. Você não precisa deixar que experiências da vida, circunstâncias e fortalezas limitem a sua capacidade de receber de Deus. Você pode mudar a sua perspectiva e circunstâncias, ministrando para a sua alma. Jesus disse, Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8:36), e Ele verdadeiramente LIBERTOU VOCÊ!

O QUE É DISCIPULADO

Marcos Moraes - O Que É Discipulado from Palavras de Cristo on Vimeo.

COMPROMISSO PARA O CASAMENTO O VERDADEIRO NAMORO

Introdução:
Ao tratarmos sobre este assunto, que entendemos ser de grande importância dentro do propósito eterno do Senhor de ter uma família de filhos semelhantes a Jesus, nosso objetivo é aclarar aos jovens os princípios do Senhor e as motivações que devem orientá-los para a constituição de uma família para Ele. Vivemos dias onde o sexo fora do casamento é normal; onde o namoro é um período de tempo onde é permitido satisfazer todos os desejos e impulsos da carne, por isso, não há limites para as carícias, a alma é quem dá as ordens, as motivações são as mais egoístas possíveis. Outra prática que surgiu nos últimos anos e se tornou muito comum entre os jovens e principalmente entre os adolescentes: O ficar, que é a mesma coisa que o namoro, com as mesmas liberdades, o que muda é o período de tempo. O relacionamento” pode durar alguns minutos ou no máximo algumas horas. A definição dessas práticas à luz das escrituras, nada mais é do que: Impureza, fornicação, sensualidade, imoralidade... (Gl 5:19). Diante de tudo isso, a motivação que deve estar no coração do rapaz e da moça, que são discípulos de Jesus, é o casamento e nada mais que isso.
O assunto está dividido em três níveis:
1- Amizade
2- Amizade com observação
3- Amizade com compromisso
1- AMIZADE
Como Deus espera que nos relacionemos? Deve haver profunda amizade entre os irmãos solteiros. Há um ditado popular que diz: "entre homem e mulher não há amizade". Isto não é verdade, é possível haver um relacionamento puro e santo entre irmãos e irmãs. Na verdade, o que tem acontecido é que há pouco relacionamento entre os solteiros, e mais, poucos sabem se relacionar da forma correta. São dois extremos, ou não se relacionam, ou quando o fazem, é com uma segunda intensão, não que seja má, mas a motivação já é de observação.
Isto cria uma dificuldade, pois ao se aproximar, desperta no outro a pergunta: "Será que está me observando? Será que está interessado? Qual a razão desta dificuldade? A razão é porque não é comum estarem juntos, para relacionarem-se e compartilhar. Temos que mudar a postura de só se relacionar se for para tirar algum proveito. Entre nós não deve ser assim. Temos que nos acostumar a ter um relacionamento despretencioso simples e desarmado. É possível um relacionamento santo, fiel e confiável. Essa possibilidade tem que estar em nós.
A falta de prática de estarmos juntos, cria uma certa insegurança, e não se consegue ser natural. Nos poucos contatos que acontecem ficam "cheios de dedos", "maquiados". Temos que partir para o relacionamento desarmados, livres da preocupação de ser aceitos, de ser bem recebidos, reconhecidos, de se auto-afirmar ou ainda, manter as aparências. A verdade é que devemos nos aproximar sem idéias ou conceitos pré-concebidos, quando o relacionamento ocorre dessa maneira, a tendência é ficarmos artificiais. Mas, quando nos relacionamos com o objetivo de conhecer e de se dar a conhecer, as barreiras caem, os fantasmas são expulsos de nossa mente. À medida que os jovens vão se relacionando e criando situações para estarem juntos, não precisarão mais estar preocupados em causar boa impressão nos demais, "botar um charmezinho" e ter um bom conceito entre as (os) moças (os), ser visto como um bom partido. Isso acaba por tornar o relacionamento artificial e ruim. Não podemos esquecer que agora é o tempo para a qualificação, não para o casamento, e como discípulo do Senhor Jesus, se você quer encontrar alguém maduro para ter como marido ou esposa, seja maduro para ser encontrado por alguém.
Como podemos viver isso na prática?

  • Estar juntos, ser amigos, sem pretenções de nos comprometer.
  • Após os encontros com a igreja, sairem juntos sem a preocupação de sairem para gastar. "Se não for assim não serve";"não tenho roupa, carro..." Vá com o que você tem e é.
  • Não proponha apenas para aquela(e) que você acha que é do seu nível, somos irmãos (Rm 15:2).

O ambiente entre os rapazes e as moças deve ser de amizade:

  • Os rapazes devem aprender a serem cavalheiros, gentis, cordiais, educados; levar as moças em casa, abrir a porta docarro...
  • As moças devem aprender a receber esse tratamento sem pensar bobagens. É verdade que, às vezes, em alguns casos essa prática é tão rara por parte dos rapazes, que acaba por levantar suspeitas por parte das moças;
  • Os rapazes e moças devem aprender a desenvolver amizade; um sorvete, um lanche... evitem ficar sozinhos, andem emgrupo (Sl 119:63);
  • Evitem a formação de "panelinhas" (Tg 2:9);
  • Estar juntos não somente para lazer ou um tempo informal, mas também para orar, edificar, profetizar sobre a vida uns dos outros, consolar (cuidado para não ser exagerado (a), animar (Rm 14:19) (Cl 3:16) (I Ts 5:11) e evangelizarem juntos;
  • O relacionamento entre os jovens é importante pois eles precisam se conhecer para saberem como pensam, como reagem, como são diferentes, como elas são frágeis e fortes ao mesmo tempo;
  • Cuidado com as "torcidas organizadas", isso são coisas do mundo. Armações, comentários, empurrões irresponsáveis, precisamos dar um basta nisso. Alguns casados são verdadeiros criadores de problemas nesta área. Devemos estimular os relacionamentos, mas nunca as paqueras.

É nesse ambiente que poderá surgir algum interesse. A amizade é fundamental no transcorrer da vida dos jovens, é aqui em meio a tantas amizades que surgirá a sua escolhida (o). Dentro desse relacionamento de comunhão, vocês vão conhecer coisas que não conheciam, vão poder orar, se aconselhar... Haverá um relacionamento afetivo, amoroso, de cuidado e zêlo constante, uma verdadeira família (Gl 6:2,10). Outra coisa muito importante, é que na medida do possível, as famílias participem desse ambiente de amizade entre os jovens. Estar na casa uns dos outros para que as famílias da igreja possam conhecer o círculo de amizades de seus filhos com os demais jovens.
2- AMIZADE COM OBSERVAÇÃO
Para que um rapaz ou moça possam assumir um compromisso visando o casamento, eles precisam primeiro se conhecer dentro de um relacionamento de amizade pura, simples e sincera como irmãos em Cristo. Em meio a esse relacionamento de amizade é que surgirá o interesse pelo compromisso. A partir desse interesse, inicia-se a observação. Continua a amizade, mas agora com abservação. Antes de tomarem a decisão de assumirem um compromisso para o casamento, devem primeiro passar por um tempo de observação. Aqui há um princípio fundamental que precisamos guardar com todo carinho: Vou ser amigo daquela que vai ser minha esposa. Não podemos nunca pensar que não devemos nos comprometer com alguém que já nos conhece muito, é exatamente com com essa (e) que devo me casar.
CONHECER PARA ME COMPROMETER
E NÃO ME COMPROMETER PARA CONHECER
O que muda no relacionamento?

  • Nada. Devo apenas observar, o tratamento não muda nem com ela (e) nem com os outros. Vou desenvolver uma amizade que já existe

Quais as características da observação?

  • Se observa com os olhos e não com as mãos;
  • Discrição. É bom que ninguém saiba que você está observando. É bom lembrar que quando um rapaz está observandouma moça ou vice-versa, não estão competindo com os demais irmãos. Ninguém pense que corre o risco de ter "sua"moça ou "seu" rapaz "roubado". Eles são presente de Deus para nós. Se alguém for roubado é porque nunca foi de Deus;
  • Tanto os rapazes como as moças tem total liberdade para relacionar-se com os outros irmãos, pois, não se pertencem. Atenção rapazes! Vocês ainda não são o cabeça;
  • Não deixa marcas, não há envolvimento emocional;
  • Deve ser racional.

Somente os pais, discipulador e o companheiro devem saber. Você não deve dar um jeitinho para que outros fiquem sabendo e formem a torcida. Os discipuladores devem acompanhar tudo não como cupidos, mas como parte normal do processo de formação da vida do discípulo. Orando, investigando, e ajudando a discernir a vontade do Senhor.
O que fazer? Como se comportar?

  • Orar, buscar conselho, saber o que os pais, discipulador e companheiro pensam (Pv 11:14);
  • Comporte-se como se não estivesse observando, ou seja, da mesma maneira que você se comporta com os outros. Sealguém descobrir que você está obeservando, é porque você falhou na observação;
  • Seja amigo de quem você está observando.

É necessário ter convicção

  • Não se trata de uma paixão passageira ...
  • Não se trata de uma necessidade afetiva. Lembre-se: Gostar é condição necessária, mas não é o suficiente para casar-se.

O perigo da precipitação

  • Você está definindo um relacionamento para o resto de sua vida, não pode haver pressa, vá devagar !!! (Pv 19:2).

Chegou a hora da decisão. Você precisa responder algumas perguntas:

  • Você já a (o) conhece o suficiente para pedi-la (o) em casamento?
  • Você tem segurança no que sente por ela(e)?
  • Está disposto (a) a passar o resto de sua vida com ela (e)?
  • Você sabe qual a direção de Deus?

Se a resposta for "não", você deve afastar-se, sem deixar marcas, feridas ou problemas. Se a resposta for "sim", então é a hora de declarar os sentimentos. Flôres, cartões, chocolates, seja criativo! Agora é a hora de demonstrar que ela (e) foi escolhida (o). Atenção rapazes! Depois de declarar seus sentimentos, é hora de falar com os pais dela e pedir sua permissão e bênção para o compromisso pretendido. É na presença dos pais e com o consentimento deles, que o compromisso se torna oficial. Mais tarde, numa reunião da igreja serão apresentados aos demais irmãos, tornando público o compromisso assumido. Esse compromisso para o casamento será tratado como noivado.
O que os rapazes devem observar nas moças?
- Se é comprometida com Deus e com sua palavra
- Se é santa
- Se é ajudadora e companheira
- Se sabe fazer todas as tarefas da casa
- Se é mansa e submissa
- Se não está desesperada (sem controle)
- Se tem boa relação com os pais ( tem a benção dos pais)
- Se tem bom relacionamento com os outros irmãos
- Se é alegre e grata a Deus
- Se é rixosa (Pv 19:13 ; 21:9,19 ; 27:15)
- Se é trabalhadora e responsável
- Se é ordeira e higiênica
- Se é discreta e feminina
- Se é crítica
- Se é decidida e segura
SE ELA (E) É BONITINHA (O) OU NÃO, ISSO EU JÁ SEI,
AGORA TENHO QUE CONHECÊ-LA (O)
O que as moças devem observar nos rapazes?
- Se é comprometido com Deus e com sua palavra.
- Se é maduro para discernir a vontade de Deus.
- Se está identificado com a visão do homem casado (sacerdote, profeta e rei).
- Se está desesperado para casar (sem controle).
- Se é obediente aos pais.
- Se tem um bom emprego.
- Se está pronto para sustentar uma casa (controle financeiro).
- Se é caprichoso (ordeiro)
- Se é responsável
- Se é íntegro (termina tudo que começa)
- Se é egoísta
- Se é iracundo
- Se é corajoso – enfrenta a provação
- Se é decidido, com iniciativa (não inseguro)
- Se é fiel e cumpridor
- Se tem as prioridades em ordem
3- AMIZADE COM COMPROMISSO
O compromisso para casamento vai surgir num ambiente de muita amizade que foi gerado entre o rapaz e a moça. O caminho até aqui não foi emocional, conduzido por paixão. Quando assumem o compromisso para o casamento (noivado), é porque alcançaram um mínimo de maturidade suficiente para isso. Porque um mínimo de maturidade? Por que ninguém se casa sendo completamente maduro, ela vira com o tempo, com os anos de experiência juntos:
- Maturidade espiritual
- Maturidade emocional
- Maturidade física (condições financeiras não se aplicam às moças)
OBSERVAR PARA SE COMPROMETER,
E NÃO SE COMPROMETER PARA OBSERVAR
Como deve ser? Esta é uma nova dimensão da amizade. Agora podem se conhecer ainda mais. Já começam a ter coisas em comum. Deve haver forte amizade, carinho e serviço. Aqui surge um outro tipo de amizade, agora com compromisso, mas ainda não é o casamento. Serão mais uma junta e ligamento.
O que deve acontecer:

  • Oração
  • Edificação/comunhão
  • Conhecerem-se ainda mais profundamente
  • Colocar alvos juntos
  • Não devem se isolar dos demais
  • Tratarem diversos aspectos do caráter no relacionamento. É a hora de tratar problemas que se evitam no futuro
  • Preparem-se para o casamento

Que tipo de relacionamento físico deve haver?
Nenhum. O sexo é reservado exclusivamente para o casamento. Neste tipo de relacionamento deve haver apenas expressões de carinho e afeto, ou seja, o mesmo que se tem com os demais irmãos ou irmãs, e nada mais até o casamento. Mais do que isto seria defraudação ( despertar um desejo que não se pode satisfazer) e impureza. Neste relacionamento de amizade com compromisso deve haver um cuidado redobrado com a área de contato físico. A base bíblica para este ensino é tudo que conhecemos sobre santidade e pureza (1Ts 4:3-8) (Hb 12:14).
Qual o princípio? Contra a sensualidade não há lei, portanto: NADA QUE CONDUZA A SENSUALIDADE. Deve haver honestidade e sensibilidade de coração. Os dois podem e devem ajudar um ao outro a fim de manterem um relacionamento santo e puro diante do Senhor (I Pe 1:15,16).
Alguns conselhos:

  • Ninguém se julgue forte
  • Nunca confie em você
  • Nunca fique sozinho
  • Não permitir o mínimo deslize
  • Caso um queira avançar o outro deve detê-lo
  • Deve haver temor
  • Sempre andar na luz